Gobos do Brasil traz solução polivalente para Teatro do Sesi-SP com K-array.

07/03/2018

Uma das mais importantes salas de espetáculos do país realizou um upgrade tecnológico que lhe permitiu oferecer qualidade de som e opções de desenho sonoro únicas.
 
Localizado em um dos prédios mais icônicos da cidade de São Paulo, a sede da Fiesp na Avenida Paulista, o Teatro do Sesi-SP destaca-se como uma das principais arenas da dramaturgia no país. Em operação desde 1977, a sala com capacidade para 456 pessoas já recebeu mais de 8 milhões de espectadores em mais de uma centena de espetáculos teatrais, musicais, shows de música ao vivo e eventos corporativos. Por conta desta história e polivalência do espaço, quando os responsáveis técnicos decidiram por uma atualização na sonorização, precisaram buscar uma solução que estivesse à altura do desafio.
 
“Nós tínhamos adquirido um par de sistemas portáteis da K-array há quase sete anos e gostávamos muito da sonoridade e praticidade. Por isso, quando começamos a idealizar o projeto, sabíamos que seria algo com eles”, explica Márcio Madi, encarregado técnico do Teatro do Centro Cultural Fiesp. O contato veio por meio da Gobos do Brasil, distribuidora da fabricante italiana em território nacional, que se prontificou a realizar um projeto completo atendendo às necessidades específicas da sala.
 
De fato, pelo tipo de aplicação teatral do espaço, havia a necessidade de manter o sistema de sonorização o mais discreto possível para não interferir nas questões de cenografia. “Outro problema é que o teatro é antigo, então a disposição das varas de luz não está otimizada. Tínhamos que trabalhar com caixas compactas que não interferissem na iluminação”, conta Madi.
 
Outro detalhe do projeto se referia à entrega em si, priorizando parceiros que pudessem entregar a solução completa sem terceiros. “Eles precisavam de um projeto chave-na-mão, então fizemos o projeto de sonorização, infraestrutura de cabeamento, redes de fibra óptica, instalação, alinhamento e treinamento para a os profissionais”, explica Esteban Risso, diretor da Gobos do Brasil.
 
Distribuição sonora
Ao mesmo tempo que o Teatro Sesi-SP recebe shows e musicais que poderiam ser sonorizados facilmente por um conjunto potente de PAs frontais, a sala também conta com uma grande agenda de eventos corporativos e palestras, que exigiam uma cobertura sonora com mais inteligibilidade e boa pressão. A solução encontrada pelos responsáveis foi a instalação de três linhas distintas de reforço sonoro.
 
A primeira linha são os PAs suspensos na frente de palco, com sete unidades do modelo KH2 da K-array, sendo três em cada lado e uma central. Em seguida, no centro da sala, há uma linha de delays com mais três unidades do sistema (esquerda, direita e centro), garantindo a sonorização para a parte posterior da plateia.
 
As KH2 são caixas ativas composta por dois falantes de neodímio de 8” e dois drivers de 4” com conectividade Dante via entrada de rede. Os sistemas possuem um DSP integrado por caixa que permitem o controle do ângulo de dispersão de áudio digitalmente pelo operador, dando a opção de otimizar a cobertura da sala ao disparar o som para áreas específicas ou remover de pontos de acoplamento, por exemplo.
 
A terceira camada foi inserida por uma questão da arquitetura do teatro, onde o fundo da plateia tem um teto rebaixado que prejudica a clareza do som que chega às cadeiras finais. Para solucionar este ponto, foram instaladas duas unidades KK102 nas laterais. O mesmo modelo foi utilizado para preenchimento de front-fill, com quatro unidades colocadas em arco na frente do palco. O que mais chama atenção nas KK102 é a potencia sonora versus seu tamanho.

Com apenas 1 metro de altura por 8 centímetros de largura, e pesando 4 kg, cada caixa possui 16 alto-falantes de 2”, o que permite um SPL de até124 dB em uma cobertura vertical ajustável de 10º a 35º.
 
Completando o PA foram instalados 4 subwoofers modelo K-array KMT218. “Havia uma limitação de espaço para os subs, uma vez que precisavam ficar embaixo do palco, e os KMT218 fora a escolha perfeita para isso”, explica Esteban Risso. Esse sub possui dois alto-falante de neodímio de 18” com uma resposta de frequência dos 30 Hz até os 150 Hz com SPL máximo de 140 dB, tudo isso em um gabinete com menos de 50cm de altura.
 
Por fim, os técnicos da casa optaram por aproveitar as 8 unidades que já possuíam do sistema K-array KJ50vb que eram usados como monitores de palco para criar um surround na sala. “Optamos por colocar quatro destes sistemas em cada parede da sala, equidistantes entre si, para que fosse possível trabalhar objetos sonoros envolventes. O resultado é um sistema 24.1 com um sound design único no país”, conclui Risso.
 
A sonorização do palco também foi construída em torno dos mesmos sistemas. Para monitoração estão sendo usadas 12 unidades KF12MT, sistemas ativos construídos com alto-falante de neodímio de 12” que respondem de 55 Hz até 19 kHz. Além disso, há 4 unidades dos monitores KRM33, sistemas com três alto-falantes de neodímio de 3,15” com resposta entre 70 Hz e 18 kHz e DSP incorporado.
 
Controle e conectividade
Até antes da nova instalação, a rotina de troca de espetáculos gerava um grande esforço para os responsáveis pelo espaço. “Antigamente era tudo analógico, então, a cada novo evento, tínhamos que repassar multi-cabo, trocar patch, fazer testes… agora, com a transmissão digital, é uma questão de apertar um comando no gerenciador”, comenta Roberto Aparecido Coelho, técnico do Teatro há mais de 15 anos.
 
Todo o áudio do sistema instalado no Teatro está trafegando por meio de uma rede Dante, desde os Stage Boxes colocados no palco até as caixas de sonorização em si. Para isso, a Gobos do Brasil construiu uma rede dedicada com conexões de fibra óptica unicamente para esta aplicação. “Hoje é um único cabo de rede saindo da House Mix levando toda a informação, e o patch é todo digital, o que facilita muito”, conta Coelho.
 
O gerenciamento do sistema é feito por processadores DME da Yamaha que controlam as entradas e saídas das Stage Boxes RIO que levam o áudio até as consoles CL5, também da fabricante japonesa. São três unidades de RIO e duas mesas de mixagem, uma para PA e outra para Monitor, tudo conversando sem tropeços pelo protocolo Dante.
Graças a esta interconectividade digital e os DSPs integrados dentro dos sistemas da K-array, o operador pode variar o tipo de cobertura que deseja para a sala de forma simples. “Temos um preset para cada aplicação que trabalhamos aqui, desde um LR simples até uma virtualização da sala usando todos os 24.1 canais. Estes presets facilitam muito o trabalho do técnico na hora de deixar a casa pronta para a mixagem”, explica Coelho.
 
“De fato estamos muito satisfeitos com o nível de qualidade sonora e inteligibilidade que conseguimos com esta nova instalação, que possibilita uma criação de sound design única. Temos recebido elogios de todos os responsáveis pelas produções que temos aqui”, comemora o encarregado Márcio Madi.